| Escrito por Marcio Leal |
| Sex, 13 de Janeiro de 2012 11:39 |
| O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) anunciou uma ampliação do acesso das populações rurais à informática e à internet. Até 2011, por meio do Projeto Territórios Digitais, foram implantadas 413 Casas Digitais. Destas, 122 estão em funcionamento e outras 291 estão prontas, mas aguardam instalação de antena de transmissão de internet para entrar em atividade. Em 2012, o MDA planeja 1.716 novas Casas Digitais em parceria com o Ministério das Comunicações (MiniCom), além de outros acordos para implantação do projeto. A Casa Digital funciona como ambiente de troca e de intercâmbio de aprendizagem, crescimento e convivência virtual. Por meio dela, a população rural pode obter conhecimentos de informática, novas oportunidades de emprego, além da troca de experiências entre as comunidades rurais. “Onde chegamos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é muito baixo”, diz Rossana Moura, coordenadora da equipe de territórios digitais do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). “A implantação da Casa Digital proporciona a essa população a possibilidade de informações básicas, como cidadania.” Uma Casa Digital padrão dispõe de um kit de equipamentos novos, doados pelo governo federal, com 11 computadores, uma impressora, um roteador wireless, um projetor multimídia, 11 cadeiras e mesas de computador. Outras parcerias também são possíveis, tais como doação de computadores pelos governos estaduais, municipais e organizações não governamentais. “Por meio da Casa Digital, nosso público começa a se reconhecer como cidadão, a ter possibilidade de acessar informações. Além das ferramentas tecnológicas, internet, editores de texto e planilhas, nossa capacitação inclui a convivência e o diálogo que esse público vai ter com o mundo virtual”, explica Rossana. Parcerias O programa tem como parceiros o Ministério das Comunicações, estados, municípios, universidades, sociedade civil e movimentos sociais. Aos parceiros comunitários cabe ceder o espaço adequado, seguro e em condições mínimas para recebimento do projeto, e a gestão comunitária do espaço, visando ao bom funcionamento do projeto em sua comunidade. Aos parceiros do governo, cabe ceder os computadores, as mesas e as cadeiras para viabilizar o funcionamento da casa, providenciar ajuda de custo para o gestor, prover conexão de internet para disponibilizar acesso livre e gratuito às comunidades nas quais funcionam as casas. Ao MDA cabe a criação de estratégias e gestão do projeto, formação de gestores e facilitadores da comunidade, e viabilizar infraestrutura de equipamentos para implantação da casa. O uso de satélite para prover conexão é a forma mais viável para comunidades rurais e locais isolados e sem infraestrutura de redes. Há ainda as localidades em que é possível o uso de outras tecnologias, como a fibra óptica ou WiMax. No caso das Casas Digitais o acesso mais usado é a política pública do GESAC (Governo Eletrônico de Atendimento ao Cidadão), que usa antenas de conexão via satélite. Fonte: IPNews, em 13/01/2012 |
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Boas notícias para 2012!!!
MDA planeja 1.716 novas Casas Digitais em 2012
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Formação de Gestores das Casas Digitais do MS e MT - LEdoC FUP
Aconteceu, durante o Seminário de Áreas da LEdoC, a primeira Formação de Gestores das Casas Digitais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O seminário ocorreu de 8 a 11/02/2011 no Assentamento Antonio Conselheiro - Escola Che Guevara, no município de Tangará da Serra - MT.
Participaram da Formação os Gestores das Casas Digitais da própria escola onde aconteceu o evento, da Escola Paulo Freire, desse mesmo Assentamento, bem como das Casas Digitais do Assentamento Itamarati II, em Ponta Porã - MS e do Assentamento Areias, em Nioaque - MS.
Durante esta primeira formação os Gestores puderam construir conhecimentos acerca: do Sistema Operacional Linux - Minicom, de práticas relativas à gestão do servidor da Casa Digital, dos principais aplicativos e também de como lidar com os monitores que atuam junto às casas. Novas formações para estas e outras comunidades acontecerão durante o ano de 2011.
Seguem as fotos do curso Coordenado pela Professora Wanessa de Castro e pelo Professor Márcio Ferreira, que infelizmente não pode comparecer ao evento, mas muito contribuiu para que acontecesse.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Estudantes da UnB Planaltina desocupam Casa Digital
Após negociação com Decanato de Assuntos Comunitários, os alunos deixam o local que ocupavam desde 8 de fevereiro
Os estudantes da Faculdade UnB Planaltina (FUP) que ocuparam a Casa Digital há dez dias decidiram deixar o local após negociação com o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC). Os alunos reivindicavam uma política de moradia específica para os campi avançados e fizeram uma lista com os casos emergenciais que dependem de auxílio imediato. O decano Eduardo Raupp garantiu para o próximo semestre um edital contemplando as particularidades dos três novos campi. Também haverá um plano para facilitar o transporte dos alunos.
“Os estudantes concordam em aguardar o edital, mas vamos considerar as emergências até a publicação dele”, explica Raupp. O decano explicou que as assistentes sociais da FUP vão fazer um diagnóstico dos oito casos considerados mais vulneráveis até sexta-feira da semana que vem. “A partir da real condição de cada um, vamos ver o que podemos fazer”, afirma.
O estudante de Gestão do Agronegócio, Lucas Godinho, participou da negociação. “A gente achou interessante desocupar a partir da possibilidade de uma bolsa emergencial”, diz. “O decano se mostrou totalmente a favor de implementar a moradia estudantil e isso deixa a gente bastante tranquilo”, completa.
Com dificuldades financeiras, alguns estudantes tiveram que desocupar imóveis alugados. Eles poderão solicitar junto à FUP um local para guardar a mobília até 30 de março. Essa foi uma das soluções que a diretoria encontrou para ajudar os alunos que pretender desfazer contratos de aluguel para esperar a aprovação no processo de auxílio-moradia.
Lucas disse, ainda, que os estudantes pediram ao decano uma solução para auxílio no transporte dos alunos de Planaltina de Goiás ou Formosa, que moram fora do DF e não podem se candidatar ao Passe Livre. “Vai haver também a possibilidade deles custearem a viagem de ida e volta dos estudantes emergenciais que forem visitar a família”, conta Lucas.
O diretor interino da FUP, Jean-Louis Le Guerroué, avaliou a negociação como positiva. “Conversamos com eles para entender as necessidades e discutimos sobre o que eles precisavam”, explica. Ele acrescentou ainda que o pedido de sanção disciplinar enviado à reitoria em 10 de fevereiro será cancelado.
COMO FUNCIONA - Na política atual, a Diretoria de Desenvolvimento Social faz uma análise socioeconômica e um estudo da realidade de cada estudante para incluí-lo no programa de moradia, que no Campus Darcy Ribeiro é a Casa do Estudante Universitário (CEU). A CEU é ocupada prioritariamente por alunos que têm família fora do DF.
“No processo seletivo leva-se em consideração as particularidades do estudante”, explica a diretora da DDS, Maria Terezinha da Silva. Ela explica que se um estudante mora no Distrito Federal, mas em local com alto índice de violência, ou numa área em que não existe transporte público, por exemplo, essas questões são consideradas no processo de análise. “Assim como no campus Darcy Ribeiro, esse cuidado existirá nos outros campi”, completa.
Saiba mais sobre a ocupação aqui.
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