quinta-feira, 8 de maio de 2014

Audiência pública para debater a educação do campo

Audiência pública para debater a educação do campo

Professores e Estudantes das Escolas Rurais participam de Audiência Pública na Câmara Legislativa para discutir a reestruturação das Escolas do Campo


Cabe ressaltar que a perspectiva da Educação do Campo não é formar mão de obra para as grandes propriedades, mas trabalhar com pequenos agricultores da agricultura familiar, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas, Ribeirinhos, trabalhadores rurais, dentre outros, no sentido de se fixarem no campo e gerar renda a partir de sua própria produção.

http://www.se.df.gov.br/noticias-e-midias/noticias-da-educacao/item/2510-audi%C3%AAncia-p%C3%BAblica-para-debater-a-educa%C3%A7%C3%A3o-no-campo.html

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

NOVIDADE: LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFG

O Reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), no uso de suas atribuições regimentais, tendo em vista o disposto na Lei n. 9.394/1996 (LDB), nos Decretos n. 5.773/2006, n. 7.824/2012 e n. 7.084/2010, nas Portarias Normativas n. 40/2007-MEC, n. 391/2002-MEC, n. 18/2012-MEC, nas Resoluções CNE/CBE n. 1/2002, CONSUNI n. 20/2013 e CONSUNI n. 21/2013 e em consonância com o Programa de Apoio à formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo - PROCAMPO torna público que estarão abertas, no período indicado no item 3, as inscrições ao programa destinado a selecionar candidatos para o ingresso no curso de Licenciatura em Educação do Campo, na área das Ciências da Natureza, oferecidos por esta Universidade.

O programa destina-se a selecionar candidatos para o ingresso no curso de Licenciatura em Educação do Campo, na modalidade presencial em regime de alternância, visando ao preenchimento de 120 vagas, sendo 60 vagas para o curso ministrado em Catalão e 60 vagas para o curso ministrado na Cidade de Goiás.

Clique aqui e veja o edital na íntegra.

Fonte: http://www.vestibular.ufg.br/2014/procampo/

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A inclusão digital na área rural não pode parar de avançar

A inclusão digital na área rural não pode parar de avançar. Apesar de crescer a oferta de conexões, telecentros fecham por falta de equipamentos ou de apoio na gestão. Onde as iniciativas vingaram, as tics transformam vidas e comunidades.
Aurea Lopes, Lia Ribeiro Dias e Rafael Bravo Bucco

ARede nº 85 - outubro de 2012
NAS COMUNIDADES RURAIS, tradicionalmente desprovidas de opções de cultura e de lazer, um centro público que ofereça conhecimento digital e acesso às tecnologias da informação representa muito mais do que um lugar onde se aprende a usar o computador e onde se navega na internet sem pagar. Ou onde agricultores familiares e seus filhos têm a chance de utilizar ferramentas de desenvolvimento amplamente difundidas entre as populações urbanas. Um telecentro rural – mostram as experiências bem-sucedidas – torna-se também um espaço de convivência, de onde brotam iniciativas que fortalecem a cultura local ou que geram renda para a região. É por esse valor agregado, acima de tudo, que os (poucos) projetos e programas de inclusão sociodigital no campo não podem se extinguir.
Infelizmente, porém, as iniciativas existentes passam por dificuldades estruturais e gerenciais. Os principais programas estão em “avaliação e reestruturação”, contabilizando diversas unidades desativadas. As novas ações anunciadas para o campo demoram a decolar. E o paradoxo é que a oferta de conexões rurais aumenta – timidamente nos planos de banda larga popular, mais fortemente em escala comercial. E vai crescer ainda mais a partir de 2013, quando as concessionárias de telefonia fixa – Oi, Telefônica/Vivo, CTBC e Sercomtel – começarem a cumprir as metas de atendimento obrigatório da zona rural, estabelecidas no leilão das frequências de 450 MHz (ver página 13). Então, quem pode, compra as próprias máquinas e contrata serviços de operadoras. Nenhum problema nisso, ao contrário. É um avanço. O problema é que os telecentros, que poderiam exercer papéis estruturantes – oferecendo à comunidade serviços e cursos, oficinas, projetos de produção e fomento de saberes locais – acabam esvaziados. E lutam para não fechar.
capa a hora e a vez de quem vive no campo06Uma história que ilustra esse quadro começou na garagem de uma casa do assentamento do Incra de Barra Grande, distrito de Paraty, Rio de Janeiro. Com experiência de trabalho em uma escola municipal, há 16 anos Elaine Magali Alves se mudou para o assentamento, onde planta banana e palmito. Em março de 2006, ela teve a ideia de colocar o seu PC na garagem de casa, abrir a porta e chamar a criançada da rua para explorar a máquina – não havia acesso à internet.
Nove meses depois, eram dois computadores (a mãe cedeu mais um) e 36 crianças para “aprender informática”. Em 2007, Elaine fez um curso de Linux, formou dois jovens para ajudá-la e desenvolveu uma metodologia de ensino. Aí chegou o terceiro computador, igualmente doado. E mais 16 alunos. Total: três máquinas para 52 crianças e adultos. “A essa altura, eu já tinha feito uma biblioteca, também na garagem. Enquanto uns ficavam no computador, os outros liam, brincavam, jogavam”, conta Elaine.
A iniciativa da moradora do assentamento, hoje presidente da Cooperativa de Produtores Rurais de Paraty (Pacova), foi apoiada em 2008 pelo projeto Furnas Digital. A empresa montou um telecentro na cooperativa com dez computadores com 156 kb de memória e HD de 10 MB, rodando Linux. Chegou a internet, com link Gesac de 1 Mbps. O curso de informática passou a ser regular, de março a dezembro, manhã, tarde e noite. Os adultos começaram a usar os micros para trabalhar, fazer Imposto de Renda etc.
capa a hora e a vez de quem vive no campo02As crianças vão no contraturno escolar. Não apenas porque escola local não tem laboratório de informática. Eles gostam do telecentro da Pacova porque ali há uma biblioteca da Arca das Letras (projeto do Ministério do Desenvolvimento Agrário), futebol de botão, frescobol e amarelinha feitos pelos jogadores com materiais reaproveitados, oficinas de bonecas de pano, artesanato, e outros atrativos. “Na comunidade rural, as crianças vão para a escola e depois não têm o que fazer. Aqui é um espaço de convivência, onde eles brincam, aprendem”, diz Elaine, professora que a garotada vai buscar em sua própria casa quando atrasa um pouquinho.
Cada vez mais, porém, esse telecentro rural perde força como propulsor da inclusão sociodigital. “Estou me voltando para atividades esportivas para manter os meninos aqui”, conta Elaine. O fato é que, diz ela, a “comunidade está desanimando” porque as máquinas – exatamente as mesmas, desde a inauguração – estão ultrapassadas, quebradas e não dão conta da evolução da tecnologia. Em 2011, foram 109 alunos. Em 2012, 69. A professora explica: as pessoas começam a comprar equipamentos mais potentes, mesmo que usados, e a acessar a internet pelos celulares. É mais rápido que no telecentro. E elas preferem pagar para ter acesso de qualidade. “Aqui no telecentro não dá para abrir um vídeo no YouTube... imagine fazer uma oficina de audiovisual!”, ressalta Simara de Oliveira Silvestre, monitora e primeira aluna adulta nas turmas da garagem.
capa a hora e a vez de quem vive no campo07Elaine fez uma capacitação em manutenção de computadores e conserta ela mesma, ou com ajuda dos monitores que forma, aquilo que é possível. Outros reparos são feitos gratuitamente por um simpatizante do projeto. Hoje funcionam sete das dez máquinas originais. Houve uma doação de dez máquinas pelo Serpro, mas não funcionam e Elaine não teve condições de mandar arrumar – não tem recursos nem para comprar tinta para a impressora. O custo de energia, cerca de R$ 90 mensais, é pago com a venda de doce de banana, produzido por um grupo de mulheres ligadas à cooperativa.
Esse não é um caso isolado. Só nos arredores de Barra Grande há mais dois telecentros do Furnas Digital desativados, embora tenham até antena Gesac. O programa, explica Paulo Dias, coordenador de Responsabilidade Social da empresa Furnas, está passando por uma reavaliação para redefinir estratégias. O objetivo é melhorar a sustentabilidade e fortalecer as parcerias feitas para o programa.
No início de 2012, foi iniciada uma pesquisa com 16 das 50 unidades lançadas originalmente pelo programa, em 2008. “Estão sendo averiguados os recursos e os problemas, para que façamos os ajustes necessários”, relata Dias. Ele conta que já é possível constatar, pela amostragem, que 60% dos telecentros estão com conexão Gesac funcionando. Outra conclusão importante é que há necessidade de remunerar o gestor local. “Entendemos que o monitor, o facilitador, pode ser voluntário. Mas o gestor não é para ficar meia hora, uma hora no telecentro... por isso, ele precisa ter uma remuneração. Não sabemos de que forma vamos fazer isso, mas esse é um desafio para o projeto”, admite Dias.
À espera da expansão
O mais abrangente programa de inclusão digital na área rural é o Territórios Digitais, criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Bem-sucedido, já implantou 135 telecentros no campo, chamados Casas Digitais. As unidades atendem a mais de cem mil pessoas, de cerca de 20 mil famílias. A expectativa de um grande salto nas ações surgiu em 2009, quando o MDA foi contemplado com mais 2.017 unidades, dentro do programa federal Telecentros.BR. No entanto, até agora essa expansão não se concretizou. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Territorial do ministério, responsável pelo projeto, espera-se, até o final deste ano, a entrega de 681 novas Casas. Para as demais, não há previsão.
Onde o projeto está em pleno vapor, os ganhos são imensos (ver abaixo). Mas dificuldades básicas ainda não foram superadas. Em Kalunga Engenho II, em Goiás, uma comunidade quilombola batalhou para montar o telecentro e ainda luta para mantê-lo. O povoado abriga por volta de 500 pessoas – crianças, jovens, adultos e idosos descendentes de escravos. A área do quilombo ocupa 253 mil hectares nas cidades de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás. Engenho II é apenas um dos agrupamentos. “São terras consideradas improdutivas, só em 25% dá para plantar. Plantamos o básico de tudo. Só não planta trigo e soja. E vendemos apenas o excedente. O dinheiro que entra na comunidade hoje é de professores, aposentados e do turismo”, conta Sirilo dos Santos Rosa, 58, líder de comunidade.
A casa de Rosa é o centro do povoado. Na frente, há um orelhão – até pouco tempo atrás, o único meio de contato rápido com o mundo exterior. Há três anos, porém, a situação começou a mudar. Um grupo de jovens kalungas inscreveu o quilombo no programa Territórios Digitais, do MDA. Para receber um kit de 11 computadores (um servidor), impressora laser, estabilizadores e conexão Gesac, a condição era a comunidade oferecer uma infraestrutura mínima: área para acomodar o telecentro e energia elétrica. O grupo acionou a Associação Comunitária Kalunga Engenho II para conseguir uma sede para a Casa Digital.
capa a hora e a vez de quem vive no campo04A opção foi aproveitar um galpão onde antes eram estocados tijolos. “A gente trocou telhado e colocou as laterais. A construção não foi demorada”, lembra Domingas Natália dos Santos Rosa, vice-presidente da Associação. Em 2011, chegaram as máquinas. Mas, apesar da reforma, o ambiente ainda estava danificado. “Para a Casa Digital funcionar demorou bastante. Pensei até que nem ia mais acontecer”, diz Domingas. Os equipamentos ficaram amontoados em um canto por quase um ano, até a prefeitura de Cavalcante ajudar a comprar telhas e fechar o buraco no teto. O técnicos do MDA voltaram ao local e, em abril deste ano, com a ajuda de Leonídio Francisco Maia, atual monitor da Casa Digital, colocaram tudo para funcionar. “Já tem seis anos que trabalho como monitor. Fiz formações, cursos básicos em Cavalcante e o curso mais avançado do projeto Formação Gesac, em Goiânia. Fiz para trabalhar no telecentro da cidade, mas vim para cá porque aqui estava parado. Senti a necessidade de voltar para ajudar. Sou da comunidade, moro e agora trabalho aqui”, conta Leonídio.
Além do acesso livre à internet, a Casa Digital oferece cursos de informática. O professor é o próprio Leonídio: “Ensino o que é um computador, as ferramentas básicas, editor de texto, planilhas, apresentações e desenhos”. O sistema operacional é o Fedora, baseado em Linux. A Casa funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Leonídio tem vontade de estender o horário até mais tarde e abrir aos finais de semana. “Os mais velhos têm que trabalhar durante o dia. Seria interessante que tivesse mais um turno de funcionamento da casa digital à noite”, ressalta. Mas, sozinho, não dá. “Um bolsista me ajudaria bastante”, afirma.
Mesmo trabalhando só, ele tem conseguido dar assistência aos alunos da escola local, a EM Joselina Francisco Maia, que fazem pesquisas a pedido dos professores. É o caso de João Pedro, 17, que vai à Casa Digital quase diariamente. “Todo mundo precisa saber mexer com o computador para arrumar um serviço lá fora. Para mim é importante porque pretendo fazer um curso técnico e futuramente ir para a faculdade. Quem sabe um dia, se puder, ajudo o Leonídio”, diz o estudante.
capa a hora e a vez de quem vive no campo05Outra que aproveita a conexão é Tamara Francisco Maia, de 15 anos. “Nunca tinha mexido em computador antes da Casa Digital. Na escola, o professor passava trabalhos e a gente não tinha muito onde pesquisar. Agora, posso buscar na internet”, conta. Além dela, o irmão Isael, de 11 anos, fez o curso de introdução à informática. Assim como no assentamento de Paraty, a escola de Cavalcante não tem laboratório de informática. Por isso, a Casa Digital virou uma extensão da sala de aula. O professor João Francisco Maia, que leciona português e história, percebeu que o desempenho dos alunos melhorou com a chegada dos micros e da conexão. “Pelo menos uma vez por bimestre a gente vai até a Casa Digital, como parte da aula”, relata.
Ele só espera que não se repita na Casa Digital o mesmo que aconteceu com o computador usado na administração da escola, que quebrou e ficou sem conserto. É que, em julho, três meses após a inauguração da Casa Digital, três das dez máquinas quebraram – entre as quais, o servidor. Esperam conserto até hoje. A impressora também não pode ser usada pois o estabilizador está queimado.
No estado de São Paulo, o governo iniciou, em março, o programa Acessa Rural, vertente do Acessa SP para o campo. O povoado escolhido para receber o primeiro de uma série de onze telecentros – que estão previstos para funcionar até o final do ano – foi Prudêncio e Moraes, na cidade de General Salgado, região de Votuporanga. A localidade, onde moram 500 pessoas, não tem telefone fixo e o celular pega mal, quando pega. “Se sair de casa dá pra falar, às vezes”, diz Daniela Ribeiro, a única monitora da unidade. Como parte do programa, o povoado recebeu três torres que distribuem sinal Wi-Fi aos moradores. O link é de 2 Mbps, conexão utilizada metade para o telecentro, metade para as torres. Na comunidade, a rede sem fio fica disponível durante todo o dia, a semana inteira.
capa a hora e a vez de quem vive no campo01O Acessa de Prudêncio tem seis computadores, um servidor e impressora a laser. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h. A internet chega por rádio. A manutenção dos micros é feita por Daniela, sob orientação de profissionais da Prodesp, a companhia de processamento de dados do governo paulista. Quando é preciso trocar componentes, ela aciona o órgão, que envia uma pessoa. Hoje, todas as máquinas funcionam. O servidor queimou uma vez e, entre o pedido de conserto e o conserto, levou um mês. “Depende do número de chamados que eles têm”, explica a monitora.
Daniela, que é responsável por abrir e fechar o telecentro todos os dias, é também a professora de informática. Ensina os usuários a usar os programas, navegar na internet, fazer pesquisas, criar e-mail. Também imprime boletos de contas para quem precisa ir ao banco da cidade pagar a luz e a água. “Ainda não consigo oferecer oficinas. No momento, trabalho com a inclusão digital da terceira idade e com um ensinamento de fácil compreensão para aqueles que nunca estiveram na frente de um PC”, diz. Em média, 50 pessoas passam, por dia, pelo telecentro. Estudantes fazem pesquisas escolares. Os mais velhos fazem compras, estudam, se inscrevem em vestibulares. “Duas senhoras vêm aqui para fazer os cursos gratuitos online do portal do Acessa SP”, relata.
Ricardo Mallet, gerente do Acessa SP, informa que, por enquanto, se trata de um projeto-piloto: “Não sabemos ainda se vamos manter esse formato em todas as unidades”. Por serem comunidades pequenas e distantes da cidade, explica ele, as operadoras de telefonia não se interessam em explorá-las comercialmente. Segundo o gerente, um dos objetivos do programa é sanar essa deficiência estrutural, oferecendo, além do espaço de acesso à internet, as redes Wi-Fi abertas. “Queremos levar conectividade a quem não tem nenhuma”, destaca, acrescentando que um levantamento prévio apontou que 2/3 da população têm smartphone.
O programa funciona a partir de parcerias com as prefeituras. Os governos locais providenciam o espaço físico do telecentro e pagam o monitor. O Acessa SP fornece os equipamentos, a instalação, treinamento ao monitor e manutenção. Em Prudêncio, a Motorola construiu as torres Wi-Fi. Os links de 2 Mbps de internet em todas as comunidades serão fornecidos pela Telefônica/Vivo, como contrapartida contratual da concessão de exploração da operadora.
As demais dez unidades do Acessa Rural serão instaladas em povoados das cidades de Andradina, Matão, Flórida Paulista, Oroeste, Guaiçara, Piracicaba, Pindamonhangaba, Fernandópolis e Votuporanga. Todas fazem parte do projeto-piloto, que vai até junho de 2013 e mostrará se efetivamente há demanda por conexão pública nessas comunidades isoladas. “Depois disso é que o governo vai decidir se continua ou interrompe o programa nas zonas rurais”, avisa Mallet. O gestor, porém, está otimista: “Hoje existem mais de 1,8 mil povoados com as características necessárias para receber o programa”.


Atendimento obrigatórioA partir do final deste ano e início de 2013, as concessionárias de telefonia fixa – Oi, Telefônica/Vivo, CTBC e Sercomtel – começam a cumprir as metas de atendimento obrigatório da zona rural brasileira, com a oferta obrigatória de voz e dados para as comunidades localizadas dentro do raio de 30 quilômetros, a partir do distrito sede.
As metas de cobertura da zona rural, até então ignorada por todas as políticas públicas do setor de telecomunicações, foram estabelecidas como obrigação para as concessionárias no leilão das frequências de 450 MHz, reservadas para as comunicações rurais, e de 2,5 GHz, para a telefonia móvel de quarta geração. O leilão foi realizado em junho deste ano. Como nenhuma empresa comprou as frequências de 450 GHz, os que compraram as licenças nacionais de 2,5 GHz vão ter de construir a infraestrutura de rede para atendimento da zona rural, com tecnologia sem fio, que será utilizada pelas concessionárias para prestar o serviço.
A cobertura da zona rural será feita de forma escalonada até dezembro de 2015, quando todas as comunidades deverão estar atendidas. Até junho de 2014, 30% dos municípios devem dispor de ofertas de voz e de acesso à internet, percentual que passa para 60% até dezembro do mesmo ano e precisa atingir 100% no final do ano seguinte.
O valor máximo a ser cobrado pelo serviço foi fixado em R$ 30,6 para voz e R$ 32,59, para dados (internet), em um total de R$ 62,65 por mês para o assinante dos dois serviços, que também serão comercializados individualmente. O serviço básico de acesso à internet para a zona rural, pelo preço mensal de R$ 32,39, prevê, inicialmente, velocidades de 256 kbps para download e 128 kbps para upload, em pacotes com franquia de dados de 250 MB. Em 2017, a velocidade deve subir para 1 Mbps (256 kbps de upload) e a franquia para 500 MB.


Histórias de sucesso nos Territórios DigitaisUm estudo realizado pelo pesquisador Márcio Ferreira, da Universidade de Brasília, mostra por que é necessário e urgente investir nos programas rurais. Ele visitou quatro localidades onde o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) instalou Casas Digitais. Seu objetivo era conferir de que maneira a população absorveu a tecnologia disponível nos telecentros. “A exclusão social pode ser reduzida ou aumentada em função do nível de inclusão digital dos sujeitos. Quanto mais as pessoas souberem lidar com o computador e a internet para resolver as coisas cotidianas, melhor vai ser o nível de inclusão social”, explica.
Ferreira aponta os elementos impactados pelas tecnologias da informação e da comunicação (TICs): “Esses elementos são o desenvolvimento da cognição, que é o conhecimento de mundo, o conhecimento escolarizado; o desenvolvimento político dos sujeitos e das comunidades; o desenvolvimento econômico; e o desenvolvimento cultural. Além disso, tenho falado de dois outros termos-chave, que são o desenvolvimento da cidadania e da democracia”.
Ele cita, por exemplo, o assentamento Itamarati II, no município de Ponta Porã (MS). A Casa Digital local, relata, é um centro de formação de sujeitos políticos. Eles têm um blog que retrata o movimento social e o papel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na comunidade. “Vemos que o uso das redes sociais contribui para o desenvolvimento da criticidade política desses sujeitos. Eles passam a ser mais atuantes e a compreender melhor os meandros políticos do país”, diz o pesquisador.
Na pesquisa, o impacto econômico também mereceu atenção. No assentamento de Santana, em Monsenhor Tabosa (CE), a comunidade criou um site para vender a produção de mel. Na Fazenda Larga (DF), os pequenos agricultores usam a internet para fazer cotação de preços do que produzem, aumentando o poder de negociação. “Eles também estão encontrando formas alternativas de melhorar a produção a partir de pesquisas, entrando em contato com a Embrapa pela internet, assistindo a vídeos sobre produção agroecologicamente correta”, ressalta Ferreira.
Mas, de acordo com o professor, nada é mais impactado que o desenvolvimento cognitivo e cultural. Em Itamarati, os responsáveis pela Casa criaram um curso de informática básica. Muitos dos que fazem o curso acabam procurando instituições de educação a distância. Pelo menos três alunos utilizam a Casa Digital para fazer um curso superior. Na comunidade de Santana, em Monsenhor Tabosa, são pelo menos 13 alunos em cursos superiores a distância. Em Sítio Soledade, que fica na cidade de Mauriti (CE), os usuários fizeram curso técnico do Etec Brasil. “Dois fizeram técnico em edificações, curso que atende às necessidades locais”, conta.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Formatura da Turma Andreia Pereira dos Santos - LEdoC - UnB Planaltina

A Formatura da Turma Andréia Pereira do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UNB acontecerá dia 22 de maio de 2013, às 9h UnB/Campus FUP e a Colação de Grau será às 20h na UnB/Campus Darcy Ribeiro.
Contamos com a presença de todos que fizeram parte desta conquista.
http://3.bp.blogspot.com/_e7I2pdNbnFU/S2ilkeGTVHI/AAAAAAAAARE/hqfMMiXocKk/s320/Educaçao+do+campo.jpgConvite
Formatura da Turma Andréia Pereira dos Santos


Programação
Dia 22 de maio de 2013
(Auditório da FUP UEA)
                             9h Mística.
                            9h30min Solenidade de Abertura. 
                            9h44min Homenagens / Agradecimentos.
                            10h Leitura de Carta da Turma Andreia Pereira dos Santos. 
                            10h10min Pronunciamento da Mesa.
                            11h Momento Ecumênico.
                            11h30min Encerramento.

(Campus DARCY RIBEIRO)
                           20h colação de grau
                           23h Confraternização

Coordenadora da Turma: Eliete Ávilla Wolff
Coordenadora da LEdoC: Rosineide Magalhães
Padrinhos: Monica Molina e Pasquetti


É necessário que a revolução democrática se aprofunde para estabelecer condições de criar uma universidade capaz de servir aos trabalhadores, sem submetê-los a condições de escravos; onde possam receber uma educação instrumental, útil para sua auto-emancipação e, sobretudo, para que não se desvencilhem, em sua Identidade, e em seus papéis sociais, dos objetivos que definem a relação da classe trabalhadora com a transformação da sociedade capitalista.”

Florestan Fernandes


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Convite para Lançamento - Coleção Políticas Públicas de Educação

É com satisfação que trago o convite do lançamento de mais 4 livros da Coleção Políticas Públicas de Educação, da Faculdade de Educação da UnB, que acontecerá no dia 04/03/2013, a partir das 14h no Auditório Dois Candangos - FE/UnB. Meu companheiro Márcio Ferreira e eu somos autores de um capítulo/artigo de um dos livros. Depois divulgaremos o artigo cujo título é Miguel Arroyo: Por uma Educação centrada no homem e nos seus coletivos, que faz parte do livro Pensamento Pedagógico e Políticas Públicas.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Coerência política marca percurso de Boaventura de Sousa Santos

Pensamento e percurso do notável sociólogo português são celebrados na Universidade de Brasília em solenidade de outorga de título Doutor Honoris Causa e na Aula da Inquietação

Luciana Barreto - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Boaventura de Sousa Santos é um daqueles nomes que se inscrevem na seleta galeria dos notáveis pensadores. Admirado não apenas por sua inegável estatura intelectual,  vasta produção acadêmica e recorrente presença tanto em espaços críticos na mídia quanto em fóruns no mundo todo, o sociólogo português prima por sua coerência política em uma vida a serviço da democracia, movimentos sociais, acesso à justiça e da igualdade e soberania dos povos.
Figura assídua no Brasil e na Universidade de Brasília, na qual vem inspirando pensamentos e gerações, Boaventura ocupará duplamente a cena universitária com suas palavras, ensinamentos e provocações. Na segunda-feira, 29 de outubro, às 18h30, o sociólogo receberá o título Doutor Honoris Causa, no Memorial Darcy Ribeiro. No dia seguinte, 30, será protagonista da Aula da Inquietação, às 10h. Leia mais aqui.

Convidado para prestigiar a cerimônia de outorga da honraria, a qual contará com a presença da filósofa Marilena Chauí, que fará a saudação de Boaventura, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que “a decisão da Universidade de honrá-lo com tamanha distinção faz justiça à trajetória deste querido amigo, um intelectual engajado na defesa da justiça social e dos Direitos Humanos em Portugal e no mundo e à altura do prestígio da UnB”. Por ter outra agenda, lamentou não poder participar da solenidade, pedindo ao reitor José Geraldo de Sousa Júnior que “envie ao querido Boaventura os parabéns pela homenagem, junto com um afetuoso abraço”.

“Boaventura é a própria expressão do pensamento inquieto”, afirma o reitor, parceiro há longa data de suas bandeiras e ideais associados à Justiça, Educação e Direitos Humanos. “Nos últimos anos, é a principal referência nos campos teóricos de Política, Ciência e Direito, sem dúvida um protagonista na revisão dos paradigmas da sociedade, da justiça e do conhecimento da realidade”, complementa.
COTAS – Referência internacional nas áreas de Ciências Sociais e de Direitos Humanos e com participação ativa em importantes congressos brasileiros, especialmente as edições do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, seu ideário e marcos teóricos têm assumido grande repercussão especialmente por guardarem estreita relação e coerência com a sua própria prática – uma ação efetivamente voltada ao fortalecimento dos movimentos populares como instância essencial ao controle democrático da sociedade e à mediação enquanto instrumento de emancipação da cidadania e da democratização da Justiça e do Direito. 

Um recente e polêmico episódio ilustra bem o quanto Boaventura de Sousa Santos tem seu percurso marcado pela conjugação exemplar de teoria e ação, no sentido de o que defende de modo irrestrito acaba por influenciar e interferir em ações políticas, resultando em medidas concretas, socialmente transformadoras. Foi o caso da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da constitucionalidade das cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.
Conforme aponta o reitor José Geraldo, o artigo “Justiça social e justiça histórica” foi um balizador nas discussões que acompanharam a questão, acrescentando como a ministra Cármen Lúcia incorporou esses argumentos em seu voto. Para Boaventura, “a proposta de situar o juízo de constitucionalidade no horizonte da fraternidade representa uma importante inovação no discurso do STF. Mas assim como o debate sobre a adopção de acções afirmativas baseadas na cor da pele não pode ser dissociado do modo como a sociedade brasileira se organizou racialmente, o debate sobre a concretização da Constituição não pode desprezar as circunstâncias históricas nas quais ela se insere”. Leia aqui o texto de Boaventura. 

ADVOCACIA POPULAR – “Boaventura é um intelectual raro, e coerência é o que o melhor caracteriza, já que não deixa de levar para a prática tudo o que defende e propõe. Seu grande mérito é justamente utilizar sua admirável teoria de Direito e Justiça a serviço dos movimentos sociais”. A afirmação é de Flavia Carlet, discípula confessa do sociólogo, atualmente à frente da Ouvidoria da Universidade de Brasília. 

Sua militância em Democratização da Justiça e no grupo de pesquisas Direito Achado na Rua a aproximou do pensador português, especialmente após sua pesquisa no mestrado intitulada “Advocacia Popular e as práticas jurídicas e sociais no acesso ao direito e à justiça aos movimentos sociais de luta pela terra”, sob a orientação de José Geraldo e “co-orientação informal” de Boaventura de Sousa Santos. Explica: “Tive a oportunidade maravilhosa de, um pouco antes da defesa, ser selecionada com uma bolsa, onde pude discutir os resultados da minha pesquisa com o professor Boaventura, na Universidade de Coimbra”. 

Três anos antes, em 2007, deu-se o primeiro contato com o mestre, também na mesma Universidade – onde é professor catedrático –, quando estagiou no Observatório de Justiça Portuguesa, desenvolvendo com ele o estudo que resultou em sua pesquisa de mestrado. Neste ano, Flávia Carlet prossegue com seu percurso como acadêmica e militante, estando comprometida com o doutoramento na Universidade de Coimbra, associada ao Programa Direito, Justiça e Cidadania no século 21, idealizado por Boaventura. Outro exemplo de sua parceria ideológia e intelectual com Boaventura está no artigo assinado em conjunto com o sociólogo: The Landless Rural Workers’ Movement and its Legal and Political Strategies for Gaining Access to Law and Justice in Brazil, em 2008.
“São seus marcos teóricos e a sua admirável prática que me movem e me inspiram. Quem pesquisa Direitos Humanos no Brasil, na América Latina, na Europa, ou em qualquer outra parte do mundo, necessariamente tem de se valer de suas brilhantes e densas teorias”, acrescenta Flávia. Para ela, uma imensa contribuição do sociólogo está na conscientização das classes populares sobre a desigualdade e a violações de direitos, “e Boaventura nos desafia a pensar na tarefa imperativa da revolução democrática da justiça e na concepção emancipatória do acesso ao direito por parte dos movimentos populares, como negros, mulheres, índios, sem-terra, quilombolas, entre outros marginalizados”. 

SOCIOLOGIA DAS EMERGÊNCIAS – Um de seus encorpados pensamentos que empreendem uma revisão dos paradigmas das Ciências Sociais se dedica ao que chama de “sociologia das emergências”, na qual defende que “a experiência social em todo mundo é muito mais ampla e variada do que o que a tradição científica ou filosófica ocidental conhece e considera importante, e como essa riqueza social está a ser desperdiçada”. Segundo Boaventura, “para combater o desperdício da experiência social, não basta propor um outro tipo de ciência social. Mais do que isso, é necessário tornar visíveis as iniciativas e os movimentos alternativos para lhes dar credibilidade”.
Além da defesa irrestrita dos Direitos Humanos a serviço de uma política progressista, da democratização da Justiça e do fortalecimento dos movimentos sociais nos espaços decisórios, Boaventura tem-se destacado em suas incisivas críticas à hegemonia econômica neoliberal e uma agenda globalizante que privilegia o mercado em detrimento do Estado e do individual sobre o coletivo, empreendendo ainda recorrentes proposições acerca de uma reforma democrática e emancipatória da Universidade.

PENSAMENTO NOVO – Um outro importante par político e intelectual de Boaventura também se diz honrado e orgulhoso de sua interlocução com o sociólogo. O senador, professor e ex-reitor da UnB, Cristovam Buarque, confere ao intelectual a importância de integrar “um grupo de pensadores e intelectuais que conseguem pensar o novo de modo novo, que ultrapassa aquele modo tradicional e antigo de enxergar o mundo em dois grandes blocos – um conservador e outro progressista”. 

Segundo Cristovam, Boaventura “pensa o novo de modo novo em um mundo globalizado não mais dividido entre União Soviética e Estados Unidos, não mais marcado pela queda do muro em Berlim, um mundo onde os trabalhadores já participam do mercado e foram cooptados pelo sistema”. Entrevistado por telefone, o senador, cumprindo agenda política em Niterói, Rio de Janeiro, aproveitou para contar que – não à toa – encontrava-se, naquele momento, em uma livraria justamente às voltas com muitos dos admiráveis, inquietantes e iluminadores livros de Boaventura de Sousa Santos. 

domingo, 22 de julho de 2012

Sai lista de aprovados para Licenciatura em Educação do Campo


O Cespe divulgou nesta quinta-feira, 19, a lista dos aprovados no Vestibular para o curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. A consulta dos aprovados pode ser feita aqui.
A UnB abriu 60 vagas para o curso, que será ministrado de foram presencial. O objetivo da seleção é ampliar e interiorizar a oferta de ensino superior público e gratuito e incentivar a formação de professores que atuarão na educação básica em escolas do campo no Distrito Federal, cidades do Entorno do DF e Goiás.
O processo registrou 902 inscritos. As provas foram aplicadas pelo Cespe no dia 16 de junho, nas cidades de Cavalcante (GO), Formosa (GO) e Planaltina (DF). A participação no certame envolve professores e outros profissionais da educação que atuam em escolas do campo ou na rede pública das regiões mencionadas. Além disso, podem participar professores ou profissionais de centros de alternância ou em experiências educacionais alternativas de Educação do Campo, ou com atuação em programas governamentais que visam à ampliação do acesso à educação básica da população do campo, além de jovens e adultos de comunidades do campo que tenham o ensino médio concluído ou em fase de conclusão e ainda não tenham formação em nível superior.
O registro dos candidatos aprovados será no período de 6 a 31 de agosto, no posto avançado da Secretaria de Apoio Acadêmico do campus da UnB de Planaltina. Os candidatos devem apresentar original e cópia da seguinte documentação: histórico escolar de ensino médio e certificado de conclusão de ensino médio, documento de identidade, certificado de alistamento militar dos candidatos do sexo masculino, CPF, título de eleitor, acompanhado de comprovante de votação ou de justificativa de não-votação na última eleição, comprovante de residência em área rural, além das declarações e formulários especificados no edital de abertura.

CONTATO
Outras informações no site www.cespe.unb.br/vestibular/vestdist_12_1_educampo ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe – telefone (61) 3448-0100.    

Segue a listagem da primeira chamada conforme mensagem do CESPE reproduzida abaixo:
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB) 
VESTIBULAR PARA INGRESSO NO CURSO DE  
GRADUAÇÃO – LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO  
EDITAL Nº 5 – UnB/EDUCAÇÃO DO CAMPO, DE 19 DE JULHO DE 2012 
A Universidade de Brasília (UnB) torna público o  resultado final no vestibular em primeira chamada, referente ao vestibular destinado a selecionar candidatos para ingresso no curso de Licenciatura em Educação do Campo. 
1 Relação dos candidatos aprovados e convocados para o 2º semestre de 2012, na seguinte sequência: 
número de inscrição e nome do candidato em ordem alfabética. 
10000513, Adaui Melo Oliveira / 10000894, Aline Soares Pereira / 10000469, Ana Paula Correa Domingues / 10000139, Ana Paula Rodrigues de Sousa  / 10000371, Andreia Ferreira da Mota / 10000104, Anilton Francisco Pignata Alves / 10000037, Antonia Albuquerque Lima Moreira dos Santos / 10000423, Arnaldo Vieira da Costa / 10000023, Camila Siqueira da Silva / 10000054, Carla Socorro da Silva / 10000082, Carlos Augusto Costa do Nascimento / 10000817, Catia Barbosa da Silva / 10000665, Celia Castro de Torres / 10000198, Claudia Horrana Alves Xavier / 10000760, Claudia Regina Perreira Ramos / 10000869, Daniela Dal Bem Gallert / 10000729, Danilo Antonio Ferreira / 10000722, Diego Correa Silva / 10000051, Edineia Gonçalves de Brito / 10000141, Elce Maria Souza da Silva Teixeira / 10000479, Elizangela Santana dos Santos / 10000389, Elizelene Alves de Lima / 10000169, Enesio Gleison Ferreira dos Anjos / 10000847, Erika da Silva Monteiro / 10000334, Erivelto Diogo Carneiro / 10000549, Francelina Gomes da Silva / 10000475, Helio Shigenobu Mori / 10000856, Herika Barbosa Nascimento / 10000568, Igor Donizeth Rezende Bernardes / 10000842, Irani Cardoso de Barros / 10000119, Jacilene Cirilo Alves / 10000035, Jane Barbosa de Freitas / 10000194, Joao Pedro dos Santos Fernandes / 10000409, Juan Victor Ribeiro / 10000613, Kayk de Torres Cezarino / 10000771, Laiene Silva Castro / 10000544, Leandro Domingues de Sousa / 10000816, Leonardo Lopes Fernandes / 10000446, Lucineide Pereira Brasileiro / 10000086, Maria Helena Serafim Rodrigues / 10000174, Maria Lucia Martins Gudinho / 10000748, Maria Regina Carneiro dos Santos / 10000202, Maristela Soeira / 10000350, Matheus Jacinto Alves da Silva / 10000588, Nilva Gonçalves Barbosa / 10000266, Paulo Eliardo Morais de Lima / 10000614, Raphael Carlos Luiz de Sousa / 10000649, Reinaldo dos Santos Rosa / 10000757, Renato Lucas Rodrigues / 10000431, Romildo Akira Nakashima / 10000637, Solange da Costa Ferreira / 10000865, Suzana Fernandes Marinho / 10000338, Suzana Luiz de Souza / 10000853, Suzen Paula da Silva Leite / 10000692, Tallyta Abrantes do Nascimento / 10000657, Tania da Silva Ribeiro / 10000565, Thiago Morais de Oliveira / 10000837, Valeria Ferreira Pires / 10000280, Vitoria Carolina Silva Duarte / 10000518, Weliton Dias de Souza. 
2 DO REGISTRO ACADÊMICO 
2.1 Os candidatos convocados para o registro deverão apresentar-se no período de 6 a 31 de agosto, no seguinte endereço: UnB – Planaltina – Campus Universitário de Planaltina, Área Universitária – Secretaria de Apoio Acadêmico, nº 1 – Vila Nossa Senhora de Fátima, Planaltina/DF – Telefones: 3107-8002 (8003, 8012, 8068). 
2.2 O registro de candidatos selecionados far-se-á mediante as condições estabelecidas no item 9 do Edital nº 1 – UnB/Educação do Campo, de 23 de março de 2012 e neste edital, por meio da apresentação dos seguintes documentos: documento de identidade; certificado de alistamento militar – para candidatos do sexo masculino; CPF; título de eleitor, acompanhado de comprovante de votação ou de justificativa de não-votação na última eleição, de ambos os turnos (se for o caso); histórico escolar de ensino médio e certificado de conclusão de ensino médio, além dos seguintes documentos: 
a) declaração original de que é morador de comunidade rural e de que se enquadra em uma das condições especificadas no item 3.1 do edital de abertura, redigida de próprio punho, conforme modelo disponível na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/vestibular/educacaodocampo2012, e constante do  Anexo II do edital de abertura; 
b) documento que comprove a residência em área rural e documento comprobatório de que atende a uma ou mais condições listadas no item 3.1 do edital de abertura. 
2.3 A documentação prevista no subitem 2.2 deste edital deverá ser apresentada em cópia autenticada ou original e cópia, caso em que a autenticação será feita pelo próprio Posto Avançado da SAA. 
2.4 Os candidatos selecionados que não comparecerem para efetivar o registro no prazo estabelecido ou que não apresentarem a documentação completa para o registro acadêmico perderão o direito ao ingresso na UnB. 
2.5 O registro acadêmico poderá ser feito por terceiros, exigindo-se, neste caso, procuração simples de próprio punho do candidato, sem necessidade de reconhecimento de firma, acompanhada do documento de identidade original do procurador, bem como dos documentos do candidato, conforme o 
subitem 2.2 deste edital. 
José Américo Soares Garcia 
Decano Interino de Ensino de Graduação 
Ricardo Carmona 
Diretor-Geral do CESPE/UnB 


terça-feira, 12 de junho de 2012

O campo da educação do campo

No artigo "O campo da educação do campo" os autores (FERNANDES & MOLINA) procuram contribuir com a compreensão do paradigma da Educação do Campo. Para tanto, apresentam uma reflexão sobre o conceito de paradigma e discutimos algumas diferenças dos paradigmas da Educação Rural e da Educação do Campo. 

Leia todo o artigo em http://www2.fct.unesp.br/nera/publicacoes/ArtigoMonicaBernardoEC5.pdf