quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

UnB divulga vestibular para Licenciatura em Educação do Campo

São oferecidas 120 vagas. Inscrições iniciam em 22 de fevereiro
- Da Secretaria de Comunicação da UnB

 Tamanho do Texto

A Universidade de Brasília lançou o vestibular para o curso de Licenciatura em Educação do Campo. O edital com as regras para participar da seleção oferece 120 vagas em regime de alternância: os primeiros 60 colocados ingressam no segundo semestre de 2016 enquanto os próximos 60 classificados ingressam no primeiro semestre de 2017.
O vestibular faz parte da implantação da proposta do Ministério da Educação (MEC) que visa ampliar e interiorizar a oferta de ensino superior público e gratuito, incentivando a formação de professores que atuarão na educação básica em escolas do campo na região do Distrito Federal (DF) e entorno, Goiás (GO) e Minas Gerais (MG).
A graduação é realizada na modalidade presencial. Podem concorrer às chances candidatos que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013, 2014 ou 2015 e que tenham concluído o Ensino Médio ou estejam em fase de conclusão. Outros requisitos estão descritos no edital de abertura do vestibular.
As inscrições ocorrem entre 22 de fevereiro e 22 de março, no site do Cespe. Os interessados em participar que não tiverem acesso à internet poderão realizar a inscrição em locais estabelecidos em edital, das 10h às 17h, nas cidades de Brasília (DF), Cavalcante (GO), Ceilândia (DF), Flores de Goiás (GO), Formosa (GO), Gama (DF), Planaltina (DF), Planaltina de Goiás (GO) e Unaí (MG).
Fonte: http://unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=9813
SERVIÇO
Seleção: Vestibular para Licenciatura em Educação do Campo
Vagas: 120 (60 para ingresso em 2016 e 60 para ingresso em 2017)
Inscrições: entre 22 de fevereiro e 22 de março

CONTATO
Outras informações no site: www.cespe.unb.br/vestibular/vestdist_16_2_educampo ou na Central de Atendimento ao Candidato do Cespe, de segunda a sexta, das 7h30 às 20h30 – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe – pelo telefone (61) 3448 0100.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Entrevista: Mónica Molina: "A educação do campo é o resultado da luta dos trabalhadores rurais no Brasil"

Mônica Molina, Brasil. Professora e diretora do Centro Transdisciplinar de Educação do Campo e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília (UnB)
Entrevista realizada en el marco de la participación de CLACSO en el IX Congreso Internacional de Educación Superior Universidad 2014, celebrado en La Habana entre el 10 y el 14 de febrero de 2014.

C - Entrevistas | Mónica Molina: "A educação do campo é o resultado da luta dos trabalhadores rurais no Brasil" from clacso.tv on Vimeo.
Fonte: https://vimeo.com/117395969

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Alagoas se prepara para o II ENERA

Durante os dias de formação, foram feitas oficinas, debates e avaliações sobre o direito à educação no campo.


Por Gustavo Marinho
Da Página do MST


Entre os dias 20 e 22/08, o MST de Alagoas realizou o Encontro Estadual de Educadores e Educadoras da Reforma Agrária.


O evento é uma preparação para a edição nacional do II Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária (Enera), que acontece em Brasília entre os dias 21 e 25 de setembro.



Durante os dias de formação, foram feitas oficinas, debates e avaliações sobre o direito à educação no campo. 



“Estamos discutindo aqui o papel da escola e da educação na construção da Reforma Agrária popular”, salienta Luana Pommé, do Setor de Educação do MST.



Segundo a educadora, os desafios no acesso à educação de qualidade no campo começaram a ser discutidos em encontros regionais.  



"Pudemos perceber experiências importantes sendo realizadas, fruto da luta do MST. Saímos deste encontro com a certeza de que as tarefas são muitas, mas a necessidade da luta nos move nessa construção da educação nas áreas da Reforma Agrária", diz.



O encontro contou com ampla participação de diversos setores da sociedade, universidades, movimentos sindicais de professores de ensino superior e básico (ambas categorias em greve), além de fóruns estaduais de educação e de educação do campo.



Partindo de uma análise  minuciosa da situação da educação e, em específico, da educação do campo, o sentido abordado durante o encontro foi o da ação coletiva na transformação da realidade caótica da política educacional em Alagoas.



Segundo a professora Abdízia Barros da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), “os índices educacionais no século XXI estão marcados por números históricos: em 1920, o estado de Alagoas não tinha 6% da população na escola; em 1930, apenas 12% da população possuía o primário; em 1980, atingimos o patamar de ‘campeões do analfabetismo’”.



Ela desenvolve um panorama que leva a conclusões assustadoras: “há cerca de 99 mil crianças e jovens em idade escolar obrigatória fora da sala de aula em Alagoas e 36% dos matriculados não sabem ler”.



Para Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, “há que se desfazer aquele imaginário de que o que é bom está na cidade."



Ela completa: "mas isso não existe à toa: no campo chega carteiras novas, quando o prefeito faz reformas na cidade e manda os móveis velhos para a escola da Zona Rural”, critica.



Acerca do formato da escola defendida pelo Movimento, ela é enfática em dizer que não há neutralidade, ausência de “ideologias”.



“O caso da Vale Verde, multinacional da mineração que se instala agora no agreste do Estado, é um indicador. Visando uma influência clara sobre a população, ocupa o lugar do poder público no provimento de materiais escolares, distribui cartilhas, realiza campanhas nas escolas da região”, denuncia Débora. “



Por isso advertimos que não há neutralidade, portando defendemos, sim, uma escola emancipadora”, conclui.

Fonte: http://www.mst.org.br/2015/08/26/alagoas-se-prepara-para-o-ii-enera.html

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Escolas Famílias Agrícolas se destacam entre as melhores do país no Enem

 
Estudo da realidade
 
 
 

Escolas Famílias Agrícolas se destacam entre as melhores do país no Enem


No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, as Escolas Familiares Agrícolas estão entre as melhores instituições privadas do país que atendem alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo. Os dados do Enem por escola foram apresentados no último dia 05 de agosto pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Elas fazem parte do recorte do Inep de escolas privadas que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo, ou seja, os mais vulneráveis socialmente.
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse que foi uma surpresa para o Ministério da Educação (MEC) e o Inep o destaque dessas escolas no Enem. “Não sabíamos da grandeza do trabalho delas [das escolas familiares agrícolas] e é interessante quando uma pesquisa mostra algo inesperado, porque normalmente elas mostram confirmações do que já existe.”

Resgate da Cultura do Campo

Segundo Janine, o MEC vai agora dar mais visibilidade e ir atrás da experiência dessas escolas para “aprender com elas”. São instituições comunitárias geridas por associações de moradores e sindicatos rurais vinculados à comunidade. “Nesse sentido é a melhor escola privada do Brasil e merece nosso destaque”, ressaltou Janine.
As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) são instituições de ensino vinculadas as organizações comunitárias e desenvolvem um trabalho voltado à formação dos jovens do campo. Sua metodologia de trabalho fundamenta-se na Pedagogia da Alternância, método criado na França em 1935 e trazido para o Brasil no final da década de 1960, por membros da Igreja Católica.

Trocas de experiências na comunidade

A Pedagogia da Alternância consiste numa metodologia de organização do ensino escolar que conjuga diferentes experiências formativas, que contempla períodos de alternados de vivência e estudo na Escola e na família. Neste caso, os educandos passam 15 dias em estudos e vivências na escola e 15 dias de estudos, vivências e pesquisas com a família e a comunidade. Por meio da Alternância o aluno analisa sua realidade através das atividades trabalhadas nos períodos escolares e a partir de observações constantes que faz no meio sócio-profissional, no meio familiar.
Desse modo, o trabalho de formação das Escolas Famílias permite que os conteúdos de ensino sejam verdadeiramente vinculados ao meio de vida do aluno. É uma formação que contempla ação-reflexão-ação, num processo contínuo e interminável, pois pressupõe que aprender é inerente à vida humana e que todo homem aprende sempre. A Alternância significa uma maneira de aprender pela vida, partindo da própria vida cotidiana, dos momentos experienciais, colocando assim a experiência antes do conceito.
 
Veja abaixo o ranking das dez melhores escolas privadas dentro dos critérios do Inep (escolas que atendem a alunos de nível baixo ou muito baixo):
1ª – Escola Família Agrícola de Caculé – Bahia
2ª – Escola Família Agrícola da Região de Alagoinhas – Bahia
3ª – Escola Família Agrícola por Alternância Manoel Monteiro de Lago do Junco – Maranhão
4ª – Colégio Super – Maranhão
5ª – Escola Família Agroecológica de Araçuaí – Minas Gerais
6ª – Escola Família Agrícola Puris de Araponga – Minas Gerais
7ª – Escola Família Agrícola José Nunes da Mata – Bahia
8ª – Casa Familiar Agroflorestal do Baixo Sul da Bahia – Bahia
9ª – Casa Familiar Rural de Igrapiuna – Bahia
10ª – Escola Familiar Dom Edilberto IV – Piauí

segunda-feira, 6 de julho de 2015

SEDF seleciona professores para projeto no campo - Projovem Campo DF


Elton Pacheco, Ascom/SEDF

Podem se candidatar professores que tenham, ou não, vínculo com a Secretaria de Educação
A Secretaria de Educação do Distrito Federal abre, do dia 3 a 7 de julho, as inscrições para o processo seletivo interno simplificado para professor bolsista do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Campo – Saberes da Terra).Ao todo, são 10 vagas imediatas e 30 para cadastro reserva.
As vagas disponíveis são para professor de linguagens código e suas tecnologias (2), história e geografia (2), ciências da natureza e matemática (2), ciências agrárias (2), tradução e interpretação de Libras - caso haja necessidade - e coordenador de turma (1 vaga). Professores efetivos da SEDF poderão participar deste processo seletivo, tendo como condição atuarem em regime de 20 horas semanais e, também, não estar em regência de classe.
Os professores selecionados atuarão com estudantes de 18 a 29 anos, que trabalham na agricultura familiar, saibam ler e escrever, e ainda não tenham concluído o ensino fundamental. As atividades serão realizadas no Centro de Ensino Fundamental Pipiripau II, localizado na BR 020, DF 365.
Os interessados em participar da seleção devem entregar os documentos e comprovantes dos títulos e da experiência profissional na Comissão Avaliativa, na Coordenação Regional de Planaltina, localizada no Setor Educacional. A previsão para divulgação do resultado é 10 de julho. 
Serão selecionados docentes efetivos ou contratados pela SEDF, que trabalham com carga horária de 20 horas semanais e que não atuam em regência de classe. O processo seletivo terá como avaliação os títulos de escolaridade e experiência profissional. 
"O Projovem Campo surge em um contexto de mobilização em prol da garantia dos direitos públicos dos moradores do campo e representa um desafio político-pedagógico de escolarização”, explica a coordenadora do programa, Deborah Moema. Segundo ela, o desafio é vincular educação e trabalho a um paradigma de educação e sociedade, cujo objetivo é construir uma nova dimensão de desenvolvimento do campo.
Projovem Campo
O Projovem Campo – Saberes da Terra terá duração de 24 meses, totalizando 2,4 mil horas. As atividades têm início no próximo dia 23, sendo aulas de segunda a quinta-feira, em horário noturno, e aos sábados, nos turnos matutino e vespertino. A meta é atender 200 jovens moradores da região de Planaltina. Eles receberão uma bolsa no valor de R$100 em meses alternados, durante a formação, além de alimentação e transporte. 
As orientações para contratação constam no Edital nº 12, publicado no Diário Oficial do DF, nº 127, de 3 de julho.
Fonte: http://www.se.df.gov.br/noticias-e-midias/noticias-da-educacao/item/2971-sedf-seleciona-professores-para-projeto-no-campo.html

terça-feira, 30 de junho de 2015

REBAIXAMENTO DA MAIORIDADE PENAL: O RISCO DE UMA SOCIEDADE DESISTIR DE SI MESMA[1]

Se aprovada essa violação da Constituição, a segurança não vai aumentar: o que vai aumentar é a violência. E a capacidade da sociedade brasileira de produzir crime disfarçado de legalidade.
(Eliane Brum[2])

Estamos hoje reunidos para discutir o rebaixamento da maioridade penal. Dizem as pesquisas que a maioria da população brasileira aprova a medida. Há outros temas da agenda política nacional na pauta da mídia e dos políticos, que parecem exigir vigilância e tomada rápida de posição, como se estivéssemos sempre atrasados, diante do “fulgor progressita” que tomou conta dos políticos do Congresso Nacional: o projeto de terceirização, a proposta de reforma política e a ameaça de regularização do financiamento privado das campanhas, o estatuto da família, as mudanças legais propostas pelos ruralistas para demarcação de terras indígenas e quilombolas...
            Quem pauta os temas que estão mobilizando o debate nacional? Essa é uma questão importante para entendermos a correlação de forças. É uma agenda conservadora, no sentido de conservar estruturas morais, valores e códigos legais ou uma agenda transformadora a partir do interesse da maioria da população brasileira?
            Analisar quem são os proponentes, o que eles defendem em termos de projeto para o Brasil, quem financia suas campanhas, e quem publiciza essas pautas na mídia é um bom procedimento para dar resposta a isso.
            A bancada da bala, composta por políticos que defendem políticas repressivas, o rebaixamento da maioridade penal, a desburocratização para a compra de armas pela população civil, é composta por deputados e senadores que têm entre os financiadores de suas campanhas as empresas que produzem armas, interessadas, obviamente, em vender armas (!). São do mesmo grupo os defensores da bancada do Boi, os financiados pelas corporações transnacionais do agronegócio, que defendem o monocultivo em larga escala para exportação, com alto uso de veneno na lavoura e, em geral, são do mesmo grupo os que se auto-representam como os defensores dos valores tradicionais, da moralidade, os dos grupos de influência de setores da igreja católica e evangélica. Me refiro à bancada do BBB: Bala, Boi e Bíblia[3].
            Quem é dono do jogo impõe a regra: isso tem nos obrigado a jogar de forma reativa, defensiva. As pautas aceitas como polêmicas e disseminadas pela mídia são aquelas filtradas pela grande imprensa empresarial. Por que saiu da pauta da mídia e das universidades a mácula de termos no país cerca de 14 milhões de analfabetos, mais que a população total da maioria de nossos países vizinhos? Por que o latifúndio não é abordado como um absurdo pela imprensa de um país que tem cerca de 1% dos proprietários de terra concentrando mais de 46% das terras agricultáveis do país? Porque o genocídio da população jovem negra não é tratado como uma questão de calamidade pública, uma pauta emergencial?
Num país como o Brasil, que foi o último do mundo a abolir a escravidão, tem metade da população negra, é um dos países mais desiguais em distribuição da renda e da terra, e tem uma taxa exasperadora de homicídio da população jovem negra (existe até uma CPI para tratar do tema no Congresso Nacional) em que espectro do campo político se encaixa a proposta do rebaixamento da maioridade penal?
            Segundo a jornalista Eliane Brum:

A cada ano, uma parte da juventude brasileira, menor e maior de idade, é massacrada. E a mesma maioria que brada pela redução da maioridade penal não se indigna. Sequer se importa. No Brasil, sete jovens de 15 a 29 anos são mortos a cada duas horas, 82 por dia, 30 mil por ano. Esses mortos têm cor: 77% são negros. Enquanto o assassinato de jovens brancos diminui, o dos jovens negros aumenta, como mostra o Mapa da Violência de 2014.
           
Para tornar essa situação absurdamente desigual sustentável no decorrer do tempo é preciso embrutecer essa sociedade, na base da força quando necessário, e para os jovens da periferia isso é a regra, na base da precarização permanente do sistema educacional, na base do esvaziamento dos processos de representação política participativa e popular, em prol de uma comunicação entre políticos e sociedade pautada pelas leis do marketing. O embrutecimento social, agravado com a junção entre a crise econômica e política, acelera dinâmicas de pretensão fascistas na sociedade brasileira, em que a violência se interpõe entre as classes, aprofundando as cisões sociais, acirrando o ódio de classe, tornando cada vez mais distante o sentido de nação, de sociedade brasileira.
A jornalista Eliane Brum aponta que:

Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), dos 21 milhões de adolescentes brasileiros, apenas 0,013% cometeu atos contra a vida. Mas são eles que estão sendo assassinados sistematicamente: o Brasil é o segundo país no mundo em número absoluto de homicídios de adolescentes, atrás apenas da Nigéria. Hoje, os homicídios já representam 36,5% das causas de morte por fatores externos de adolescentes no país, enquanto para a população total corresponde a 4,8%. Mais de 33 mil brasileiros de 12 a 18 anos foram assassinados entre 2006 e 2012. Se as condições atuais prevalecerem, afirma o Unicef, até 2019 outros 42 mil serão assassinados no Brasil. Quem está violando quem? Quem não está protegendo quem? Quem deve ser responsabilizado por não garantir o direito de viver à parte das crianças e dos adolescentes?
Mantendo a lógica estabelecida na época da escravidão, os trabalhadores assalariados se miram e se articulam com os donos dos meios de produção, e não se solidarizam com os trabalhadores das classes populares e suas pautas. A classe média se sente lesada em seus salários pelo recurso investido nas políticas sociais. Entende isso como favor, como assistencialismo, e não reconhece a magnitude do gesto de apoio financeiro que o Estado brasileiro executa em todos os governos para alimentar os setores do agronegócio, da construção civil, do sistema financeiro, etc.
Entretanto, apesar dos dados pessimistas da conjuntura, vale para nós pensarmos que o Congresso Nacional só se tornou o mais conservador dos últimos tempos porque, de certa forma, teve que se contrapor ao movimento convulso de uma sociedade que busca de forma angustiada, ora nas ruas, nos campos e nas cidades, ora nas redes sociais, meios de se expressar de forma ativa. Foi preciso despejar muitos milhões de reais de empresas privadas para garantir no Congresso Nacional os políticos que representam os intereses das grandes empresas e dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.
Contra tudo isso é possível se organizar. Por ter feito parte dos movimento estudantil, durante meu período de graduação, tomo a liberdade de fazer algumas sugestões para que avaliem nos espaços de debate e deliberação de vocês:

1) Organizem o sujeito coletivo do movimento estudantil dos estudantes do campo.
Quando estamos desorganizados, como indivíduos, somos mais vulneráveis ao discurso dominante, à imposição da pauta e dos valores dominantes. Por isso, fortaleçam os espaços coletivos de discussão, para que a tomada de decisões seja enriquecida pelo debate, para que formem uma massa crítica interna, que filtre, interprete e organize a agenda política de vocês.

2) Construam a pauta prioritária de interesse do seu segmento e definam ações de curto, de médio e de longo prazo para a luta do movimento estudantil.
            Não sejam apenas pautados por outras agendas. O movimento estudantil não anda atrás do governo, porque o governo sofre pressão de forças maiores que as que vocês hoje são capazes de exercer, então, se querem que a pauta de vocês seja abordada, avaliada e encaminhada, devem se organizar para impor a pauta, e não vão conseguir fazer isso se não for com força e unidade nacional.
            Não custa lembrar: as escolas do campo estão fechando em escala crescente em razão da expansão do monocultivo decommodities agrícolas, isso implica que devem lutar com as forças organizadas nos territórios, caso queiram defender o espaço em que poderão exercer o ofício posterior de profesores do campo. Devem, portanto, lutar por seus postos de trabalho, pois também eles estão ameaçados.
            E, na educação superior, menos de 40% da oferta de vagas ocorre em instituições públicas. O mercado do ensino superior privado oferta a maioria das vagas e esse sistema é alimentado por verba pública, por meio de programas como o Prouni. Logo, lutar pela Educação do Campo é lutar pela universidade pública, pelo projeto de país que abriga essa demanda que, certamente, não poderia ser assimilada da mesma forma pelo sistema privado.

3) Definam quais são os aliados táticos e os parceiros estratégicos e se lancem na construção de alianças conjunturais e ou duradouras.
            Os estudantes do campo não devem ficar isolados das demais representações estudantis, dos movimentos sociais do campo e da cidade, e de todas as formas de organização coletiva e popular com que possam se articular e fortalecer suas lutas.

4) Criem redes para receber as próximas turmas e fazer com que o acúmulo da experiência seja transmitido com mais velocidade e eficácia para os que estão chegando, de modo que potencialize a formação política e a organização social entre vocês. A alternância é um proceso difícil, que pode gerar conflitos de diversas dimensões nas casas dos educandos, de gênero, na leitura política que os estudantes fazem das relações sociais em que estão inseridos, e esse processo de transformação, de revolvimento das estruturas internas de cada um precisa encontrar uma escuta atenta, afetiva, política, que permita a criação da identidade de classe desse sujeito coletivo em processo de construção e transformação.

5) Ampliem e fortalecam cada vez mais o diálogo com os movimentos sociais do campo.
            Foram eles, representando trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, que demandaram esse curso. E não para que as pessoas entrem aqui e assimilem a meritocracia, os valores individuais da competição entre si, a expectativa pela solução individual para seus problemas. A expectativa desses grandes sujeitos coletivos organizados que demandaram esse curso corre no sentido contrário: o de que possamos abrir as portas da universidade para a população brasileira.

Enfim, para fecharmos retornando ao tema do rebaixamento, temos notícias de lutas bem sucedidas que conseguiram refrear a pauta conservadora e o bloqueio midiático. Nossos amigos do Grupo de Teatro do Oprimido de Montevideo, por exemplo, fizeram uma peça de Teatro Jornal, “Não é um problema menor”, e se lançaram na campanha contra o rebaixamento somando forças com a frente “Comisión Nacional No a la Baja”, debatendo com diversos segmentos, em diversos espaços, de todas as cidades do Uruguai. Resultado vitorioso do plebiscito: 53% contra o rebaixamento e 47% a favor. Logo, o retrocesso não é inevitável, a luta coletiva, organizada, articulada com outras forças, engendra vitórias.
Mas para isso é preciso que a estratégia de luta seja evidente para todos e todas, que as táticas sejam elaboradas de acordo com os desafios, e as vitórias que possamos ter nessa conjuntura de luta na condição defensiva, para não avançar o conservadorismo, sejam norteadas pela linha no horizonte de um projeto político para o país, construído com o empenho de muitas forças populares, que compartilhem suas demandas, seus acúmulos e seus sonhos. Esse é um caminho possível, árduo e por isso prazeroso, de construirmos um sentido de futuro que não nos obrigue a desistir de nós mesmos, enquanto sociedade.
Rafael Villas Bôas
Professor da Licenciatura em Educação do Campo
Universidade de Brasília
Planaltina, 24 de junho de 2015.


[1] Na Licenciatura em Educação do Campo da UnB há o Tempo Organicidade, experiência herdada dos movimentos sociais do campo, e da parceria com o Instituto Técnico em Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra). Numa das atividades desse tempo, a plenária das turmas, o tema do rebaixamento da maioridade apareceu e os estudantes decidiram pautar como tema da análise de conjuntura semanal. O texto que segue é fruto da análise e debate posterior, realizado com as turmas 6 e 8 do curso, no dia 19 de junho de 2015.
[2] BRUM; Eliene. Para Brasília, só com passaporte. In http://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/30/opinion/1427726614_598600.html acessado em 24 de junho de 2015.
[3] Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, a bancada da bala tem 275 parlamentares. A ruralista, 198, e a evangélica, 74. Vinte parlamentares atuam nas três, entre eles Cunha, que é evangélico. Nas frentes da "bala" e do "boi" há 105 deputados simultaneamente. E 22 congressistas estão nas frentes da "Bíblia" e da "bala" ao mesmo tempo”. In Portal 247, acessado em 26 de abril de 2015.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mais de 4 mil escolas do campo fecham suas portas em 2014

Se dividirmos esses números ao longo do ano, temos oito escolas rurais fechadas por dia em todo país. Nos últimos 15 anos, mais de 37 mil unidades encerraram as atividades.

Por Maura Silva
Da Página do MST

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, já dizia Paulo Freire em uma de suas mais famosas citações.

Todavia, o cruzamento de dados disponíveis pelo Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos mostra que a educação no campo corre no sentido contrário.

Apenas em 2014, mais 4.084 escolas do campo fecharam suas portas. Se pegarmos os últimos 15 anos, essa quantidade salta para mais de 37 mil unidades educacionais a menos no meio rural.

Se dividirmos esses números ao longo do ano, temos oito escolas rurais fechadas por dia em todo país.

Dentre as regiões mais afetadas, norte e nordeste lideram o ranking. Só em 2014 foram 872 escolas fechadas na Bahia. O Maranhão aparece no segundo lugar, com 407 fechadas, seguido pelo Piauí com 377.


Há tempo que estes números preocupam entidades e movimentos sociais ligados ao campo e à educação, ainda mais pelo fato dos municípios mais pobres serem os mais afetados.
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Para Clarice Santos, professora da Universidade de Brasília (UnB), “esses números revelam o fracasso da atual política de educação no campo”.

Para ela, os instrumentos criados precisam ser revistos para que se alcance o resultado esperado. “Se por um lado existe um esforço do governo federal em ampliar o transporte escolar rural, por outro, esse esforço não é o mesmo para evitar o fechamento das escolas”, exemplifica.

“Não faz sentido pensarmos em transporte sem alunos. Ou seja, é um conjunto de critérios que demonstram as falhas das atuais políticas educacionais", ressalta Santos.

Já para Erivan Hilário, do setor de educação do MST, o fechamento destas escolas representa um atentado à educação, um direito historicamente conquistado.

"O fechamento das escolas no campo não pode ser entendido somente pelo viés da educação. O que está em jogo é a opção do governo por um modelo de desenvolvimento para o campo, que é o agronegócio”, aponta.

Segundo Erivan, a situação que vivemos “não está isolada desta opção, porque o agronegócio pensa num campo sem gente, sem cultura e, portanto, um campo sem educação e sem escola”.

Ele observa que ao mesmo tempo em que há fechamento sistematizado das escolas no campo, o número de construções de novas unidades educacionais nos centros urbanos têm crescido.

“Esse é um dado importante de ser analisado. O fechamento das escolas do campo contribui para o êxodo rural, além de consolidar o papel do agronegócio nessas regiões com a priorização dos lucros”, ressalta.

Além da falta de escolas, outro fenômeno observado é a chamada “nucleação”, quando várias unidades escolares são concentradas numa “escola polo”. Isso tende a minar cada vez mais a educação já cambaleante nestas regiões, dificultando o processo de aprendizagem e crescimento de crianças e jovens.

Empurra-empurra

A falta de investimento das prefeituras locais é apontada como um dos grandes motivos para o fechamento das escolas no campo.

As prefeituras, por sua vez, alegam que o número de alunos matriculados não é o suficiente para manter novas unidades educacionais. Porém, o fechamento dessas escolas atingiu cerca de 83 mil alunos em todo o país.

De acordo com Erivan, mesmo nas regiões onde existem vagas, sobra precariedade. Das 70.816 instituições na área rural registradas em 2013 (uma década antes eram 103.328), muitas delas continuam sem infraestrutura adequada, biblioteca, internet ou laboratório de ciências. Outro ponto de alerta é a falta de adequação do material didático.

Sem falar da adoção de conteúdos, práticas e atividades distantes do universo cotidiano e simbólico dos alunos camponeses, quilombolas ou ribeirinhos, bem como aponta Erivan.

Falta de fiscalização

Lançada em 2014, a Lei 12.960 tinha como objetivo mudar as Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e um dos pontos previstos era justamente aumentar o grau de exigência para que uma escola fosse fechada, mas na prática não foi o que aconteceu.

Para o Sem Terra, o grande problema é a falta de fiscalização. “O MEC institui as portarias, as leis são sancionadas, mas, na prática, quem tem o poder de fechar as escolas é o município. Se o município alega falta de alunos e de verbas, as escolas acabam sendo fechadas, e políticas que poderiam impedir esse fato não são colocadas em prática”.

"Não faz sentindo investir na formação de professores se não tem escolas, por exemplo. Por isso, bato na tecla de que a questão central é a articulação política do governo com os municípios - que são os responsáveis diretos pelos fechamentos -, e também um pacote que contemple as demandas prioritários", diz Santos.

“Dentro desse contexto, eu vejo um cenário negativo, que só poderá ser revertido com muita luta, de quem acredita que a educação é a única maneira efetiva de construção social”, destaca Erivan.
Fonte: http://goo.gl/xmf74o

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Por que precisamos da abordagem dos estudos CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade)?

Ricardo Neder

Ampliar as oportunidades de acesso ao direito à ciência & tecnologia hoje exige acelerarmos as práticas da interdisciplinaridade em todas as áreas de conhecimento? Esta é a conclusão de variados seminários nacionais e internacionais organizados pela Área Interdisciplinar da CAPES com a universidades brasileiras e estrangeiras convidadas. Embora não concorde com todas as premissas que levam a esta conclusão, ela certamente é a principal que vale a pena destacar.
Tais práticas são, ao mesmo tempo, política cognitiva dos pesquisadores/as e docentes na universidade diante de campos de aplicação com um vasto horizonte de oportunidades para nossas intervenções. É o meio de cultura apropriado para provocarmos a expansão da universidade junto e com as organizações comunitárias e societais, governos locais e regionais.     
Para isto, será preciso sair da zona de conforto do pesquisador tradicional e, juntos, conduzir um esforço (coletivo e individual) de contextualização sociocultural da produção dos conhecimentos científicos que se misturam com o saber-fazer das comunidades. Via de regra, é mais fácil fazer discurso sobre interdisciplinaridade do que praticá-la.
Neste quarto e último artigo da série, analiso porque precisamos dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia particularmente sob a forma de adoção de programas interdisciplinares como condição para levar adiante a compreensão das contradições, vantagens e desvantagens de sua prática em várias áreas de conhecimento.
Por que precisamos dos Estudos CTS para formar docentes, pesquisadores, gestores e técnicos de políticas de ciência, tecnologia & sociedade? A primeira resposta é porque assim estaremos contribuindo para um esforço coletivo da universidade pública brasileira em promover a democratização das vagas do ensino público de forma qualitativamente diferenciada. Como?
A respostas é dada pelos aportes teóricos e empíricos das pesquisas no campo interdisciplinar dos Estudos CTS e pelo seu crescimento nos últimos 25 anos. Eles reúnem, hoje, centenas de pesquisadores em projetos, grupos, redes de cooperação, associações científicas de diversas áreas (Ciências Sociais, Humanas, Exatas, Naturais e Tecnológicas). Estão presentes no Brasil, América Latina, América do Norte e Europa Ocidental, com participação importante dos colegas asiáticos. Suas associações científicas levam o acrônimo ESOCITE (América Latina: Sociedad de Estudios Sociales de Ciencia y Tecnología ).
Outros artigos da série:

PERFIL
Mariana Costa/UnB Agência
 
Ricardo Toledo Neder é professor da Faculdade UnB Planaltina (FUP) e do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS). Coordena o Observatório do Movimento pela Tecnologia Social na América Latina e a ITCP - Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (da rede universitária de ITCPs brasileiras), ambas com atuacão na Universidade de Brasilia, operando a partir da Faculdade UnB Planaltina. É graduado, mestre e doutor em Sociologia e Políticas Públicas com Pós-doutorado em Neocorporativismo e Teoria da Regulação, Desenvolvimento Territorial e Regional Sustentável e Filosofia da Tecnologia.

Escola muda vida de meninas que viviam como escravas sexuais em Cavalcante

Antes do colégio da comunidade de Engenho ganhar o ensino médio, elas trabalhavam em casas de famílias da cidade e sofriam abusos e humilhações

postado em 13/04/2015 06:11
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Cavalcante (GO) — “Fiz uma promessa: as minhas filhas nunca vão sair da comunidade para estudar ou trabalhar”, conta Lourença dos Santos Rocha, 45 anos. Nascida em uma comunidade de descendentes de escravos, então isolada dos grandes centros, ela, como todas as crianças do povoado em sua época, teve de sair de casa aos 11 anos para estudar. Os pais a entregaram a uma família de Cavalcante, município mais próximo, no nordeste de Goiás, a 310km de Brasília.

Em troca de abrigo, comida e acesso à escola, no entanto, a menina era submetida a uma jornada de trabalho doméstico que chegava a 12 horas diárias. Ainda era sujeita a todos os tipos de humilhação, os quais prefere não detalhar. Adulta e de volta ao lugarejo, ela fez o pacto consigo mesma de nunca deixar as três filhas passarem pelo que ela passou na cidade.

Como mostrou o Correio ontem, ainda hoje, meninas de até 10 anos, bisnetas e tataranetas de escravos, sofrem abusos, inclusive estupros, em casas de famílias para as quais são levadas, em Cavalcante. Devido à falta do ensino médio nas comunidades quilombolas onde nasceram, na região da Chapada dos Veadeiros, os pais delas enxergam o município goiano de 10 mil habitantes como única esperança de um futuro promissor. Mas os crimes, que vinham sendo tratados como mera questão cultural e acobertados pela omissão e pelo medo, agora são investigados pela Polícia Civil de Goiás.

Desde dezembro, agentes e escrivães concluíram oito inquéritos de estupro de vulnerável, em que a vítima tem menos de 13 anos. Todas as crianças violentadas são negras. Entre os acusados estão o vice-presidente da Câmara Municipal, marido da vice-prefeita, um dentista e o dono de um mercado, ex-vereador. Outro ex-vereador, condenado e preso, espera o julgamento de recurso, enquanto exerce a função de assessor na Câmara.

Os ataques sexuais são os casos mais comuns em Cavalcante, segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a Polícia Civil goiana. A Corregedoria do MPGO apura denúncia contra o trabalho da única promotora do município, no cargo há 18 anos e casada com um primo do vice-presidente da Câmara.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/04/13/interna_cidadesdf,479105/escola-muda-vida-de-meninas-que-viviam-como-escravas-sexuais-em-cavalcante.shtml

 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vestibular para Licenciatura em Educação do Campo oferece 120 vagas

Seleção visa incentivar formação de professores para atuar em escolas do campo na região do Distrito Federal e Goiás. Inscrições seguem até 30 de novembroDa Assessoria Técnica de Comunicação do Cespe - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A Universidade de Brasília (UnB) abriu edital com as normas para a realização do vestibular que oferece 120 oportunidades para ingresso no curso de Licenciatura em Educação do Campo. O processo seletivo visa incentivar a formação de professores para atuar na educação básica em escolas do campo na região do Distrito Federal e Goiás (GO). A graduação é oferecida na modalidade presencial, em regime de alternância.
As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro no site www.cespe.unb.br/vestibular/vestdist_14_1_educampo. Para aqueles que não tiverem acesso à internet, serão disponibilizados computadores para a realização das inscrições, das 8h às 12h e das 13h às 17h, nas cidades de Planaltina de Goiás, Cavalcante, Flores de Goiás e Formosa, em Goiás (GO), e, ainda, na cidade de Unaí (MG).
REQUISITOS – O vestibular é destinado a pessoas que tenham concluído o ensino médio ou esteja em fase final de conclusão. Não é permitido que os candidatos possuam formação em nível superior. Todas as condições de participação estão previstas no edital de abertura.
A seleção será composta de prova objetiva e prova de redação, que serão aplicadas na data provável de 13 de dezembro, nas cidades de Cavalcante (GO), Flores de Goiás (GO), Formosa (GO), Planaltina de Goiás (GO) e Unaí (MG).

Outras informações no site www.cespe.unb.br/vestibular/vestdist_14_1_educampo ou na Central de Atendimento ao Candidato do Cespe, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe – pelo telefone (61) 3448 0100.

Seleção: Vestibular para Licenciatura em Educação do Campo
Vagas: 120
Inscrições: entre 18 e 30 de novembro

Provas: 13 de dezembro